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Gestão Educacional

Você utiliza ferramentas de marketing na educação para conquistar o mercado?

O mercado atual competitivo exige do ensino privado uma nova postura. Se a sua instituição de ensino está pautada pela máxima de que o marketing na educação não é compatível com a missão, que o aluno não é cliente e que o professor não pode ser vendedor, sua escola corre o risco de fechar as portas.

O ensino privado no Brasil passa por grandes mudanças estruturais, com o aumento do número de vagas, a profissionalização de gestores, atualização das leis e o aprimoramento de seu sistema de avaliação. Há até instituições listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), situação há até alguns anos impensável.

Além disso, sendo ou não uma organização sem fins lucrativos, é preciso controlar custos e ao mesmo tempo se reinventar na captação e fidelização de alunos de forma a permitir um crescimento sustentável. É um cenário próprio dos mercados capitalistas e as instituições educacionais, destacando-se as particulares, devem ajustar-se a essa realidade, na qual a qualidade dos serviços e a satisfação dos clientes são fundamentais para a sobrevivência do negócio.

Nesse ambiente, o marketing permite dialogar com o mercado, priorizando a definição de objetivos, metas e elaborando estratégias adequadas ao público-alvo. “Já está provado que, hoje, para manter um negócio educacional, precisamos do marketing e de estratégias que garantam a boa saúde mercadológica, financeira e a visibilidade da marca”, diz Luciana Palhete, coordenadora de comunicação e marketing do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal).

Para a aceitação da prática do marketing no segmento educacional, é preciso, em primeiro lugar, que a instituição de ensino se reconheça como uma organização que depende do mercado para crescer e se sustentar. Isso implica disputar aluno por aluno com a concorrência numa batalha vencida por aquelas que se mostrarem mais “valiosas”.

Segundo os analistas, a resistência tem diminuído também na medida em que se percebe que é possível fazer marketing com ética, sem baixar o nível e estabelecendo uma comunicação como se fosse uma empresa de varejo. “Dá sim para anunciar, fazer planejamento coerente com o segmento e com os respeitos necessários da missão da instituição de ensino.

Outra característica do ramo é oferecer serviços diariamente ao longo de quatro ou cinco anos ininterruptamente. Vender o serviço nos 365 dias do ano é o grande diferencial de uma organização educacional.

Outro detalhe é não se restringir ao público-alvo (ou seja, os alunos), ampliando a comunicação para os públicos de interesse e de influência. Identificá-los exige entender como os estudantes vivem em seus grupos, como surgem as influências, tendo em vista a importância que a opinião de pessoas próximas (o que inclui a família) exerce sobre eles. O público-alvo das instituições de ensino é o influenciador, o comprador e o usuário”.

Comprometida com a função de “educar para transformar”, a Estácio de Sá desenvolve ações de marketing com alunos e seus pais desde o ensino médio. “Estamos com eles dentro da escola promovendo testes vocacionais, pesquisas socioeconômicas e comportamentais para oferecer a melhor formação e evitar a evasão escolar”, diz Tatiana Rocha, diretora de comunicação da instituição.

Segundo analistas de venda, as ações na esfera educacional devem priorizar a interatividade, a conectividade e a criatividade. Ou seja, é preciso estar plugado para permitir maior relacionamento e envolvimento com o aluno.

Dados do IBGE mostram que a quantidade de internautas no Brasil chegou a 54,4% das pessoas com mais de 10 anos, em 2014. Isso significa que 95,4 milhões de brasileiros têm acesso à internet. Já o número de usuários de redes sociais ultrapassa a marca dos 90 milhões de pessoas, que, por sua vez, têm perfil em ao menos uma rede social.

Estamos vivendo a era da conectividade, onde as relações são cada vez mais digitais, e as redes sociais são as principais ferramentas para se estabelecer um relacionamento com o estudante. O mundo digital deve ter total atenção por parte da instituição de ensino.

Ao que tudo indica, o setor já despertou para essa realidade. De acordo com o relatório “EDUtrends: Panorama de marketing na educação – 2016”, realizado com mais de 230 IES de todo o Brasil, 80% delas já fazem algum investimento em marketing digital. O documento mostra também que 40% das escolas direcionam até 10% do orçamento total de marketing para ações digitais.

As redes sociais estão substituindo os tradicionais canais de atendimento. Essa tendência deve crescer neste ano e se consolidar em 2018. Apesar disso, as mídias tradicionais ainda possuem relevância no processo de construção e lembrança da marca, produtos e serviços e não devem ser descartadas. É preciso definir uma estratégia equilibrada, utilizando um mix de meios para se obter os resultados esperados.

Fonte: http://www.revistaeducacao.com.br/como-transmitir-o-valor-da-educacao/


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