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Gestão Educacional

SMS – Como cobrar os inadimplentes de acordo com o seu perfil?

Conheça a fundo os perfis de inadimplentes, traçando planejamento para o recebimento desses valores sem gerar um desgaste no relacionamento.
Dando continuidade aos conteúdos referentes à utilização de SMS em escolas e faculdades, abordaremos agora  os perfis de inadimplentes existentes e como cobrar cada um deles.

Já vimos no conteúdo anterior  porque devemos utilizar mensagens SMS como ferramenta de comunicação, devido à sua taxa de abertura e à facilidade na elaboração do conteúdo e envio.

Com os números de inadimplência crescentes nos últimos anos, muitas instituições de ensino acabam sofrendo problemas nas áreas financeiras, especialmente potencializados pela falta de preparo na hora de cobrar corretamente os inadimplentes. Afinal, muitos gestores se perguntam como podem fazer isso – e até que ponto conseguiriam “forçar” o pagamento – sem que isso prejudique o relacionamento com os seus clientes inadimplentes.

Assim, para evitar rusgas no relacionamento da instituição de ensino com os inadimplentes, o setor de cobrança deve estar bem preparado com estratégias de abordagem profissionalizadas. É preciso que se conheça a fundo os tipos de clientes devedores, traçando planejamento para o recebimento desses valores.

O advogado e contabilista, Gilberto Bento Jr., sócio da Bento Jr. Advogados, destaca que existem alguns tipos de clientes inadimplentes mais comuns de serem encontrados no mercado. Ele traça quatro perfis de inadimplentes a fim de lhe ajudar a lidar melhor com cada um deles. Veja quais são:

Devedor viciado

Muitas vezes, esse tipo inadimplente não chega a ter problemas financeiros, porém, seu subconsciente – ou seu mau jeito de lidar com as contas – faz com que atrase os pagamentos. Nesse caso, a pessoa pode até pedir a você para renegociar juros, por exemplo, mas não deixa de pagar após uma primeira cobrança, ou até antes disso.

Devedor ocasional

Esse é o cliente que busca sempre manter as contas em ordem, tendo sempre a intenção pagar. Todavia, por algum motivo pontual, pela ocorrência de um problema específico, acaba se tornando inadimplente, não arcando com algum compromisso financeiro.

Geralmente, os inadimplentes ocasionais ficam muito irritados quando são cobrados, já que não se enxergam como devedores, se sentindo injustiçados, humilhados, afinal, são cuidadosos com as contas.

Quando sua instituição de ensino detectar um cliente devedor ocasional, fique alerta. Nesses casos, é preciso muito cuidado para não desgastar a relação.

Devedor negligente

Esse perfil é bastante encontrado no mercado, representando os clientes que não têm a vida financeira organizada, deixando de pagar as contas por esquecimento, confusão, falta de planejamento e organização. No papel de cobrador, você deve se lembrar de que existe um compromisso selado, sendo necessária a confiança mútua.

As negociações tendem a ser bem complexas, uma vez que, como nunca se preocupam com suas obrigações, essas pessoas são vítimas constantemente de problemas e de dificuldades financeiras, não prevenindo episódios de endividamento e inadimplência.

Assim, o melhor que a instituição de ensino pode fazer é estabelecer acordos bem claros com ferramentas para alertar o devedor sobre prazos de pagamentos.

Mau pagador

Para o cobrador, esse pode ser o tipo mais difícil de devedor. Como o nome já diz, as pessoas com este perfil já estão acostumadas a serem cobradas. Dessa forma, não se sentem pressionadas a cumprir com seu compromisso, chegando a recusar o pagamento. São os maus pagadores que se esquivam do cobrador, inventam mil desculpas, desaparecem – e não estão muito preocupados com seu nome.

Portanto, em ocorrências assim, sua instituição de ensino precisará tratar a inadimplência de maneira mais enérgica, com uma cobrança mais firme. Se precisar, você terá de ir até as últimas consequências, buscando recursos legais. O que pode te tranquilizar aqui é que esse não é um tipo de cliente interessante, já que não adianta nada oferecer ou serviço sem chegar ao momento do recebimento pelo trabalho.

Como cobrar?

Existem alguns procedimentos padronizados que facilitam na hora da cobrança, minimizando possíveis desgastes.

Podemos minimizar a inadimplência através de envio de mensagens alertando sobre os prazos de pagamento e, também, através de contatos e mensagens de cobrança lembrando o inadimplente da dívida já vencida.

Todas as vezes em que ocorrer um atraso, a instituição de ensino deve buscar o cliente, ligando ou enviando mensagem no dia seguinte ao prazo. Peça “ajuda” da pessoa para localizar o pagamento que não entrou; vale pedir até um comprovante de pagamento a fim de facilitar sua procura.

Caso você não tenha uma resposta dentro de dois dias, faça novo contato para cobrar. Mas, lembre-se de fazer isso de maneira gentil, explicando que precisa receber os valores em aberto, reafirmando o quanto são importantes para o dia a dia da empresa. Neste contato, sua instituição de ensino pode cobrar uma posição efetiva do cliente, por exemplo: “vou pagar dia tal” ou, mesmo, o encaminhamento do e-mail para a confirmação por escrito.

É interessante enviar informativos reforçando os novos prazos de pagamento. E, caso o pagamento não ocorra, semanalmente se deverá buscar uma definição amigável da situação.

Segundo o especialista, se as ações não surtirem efeito – ou o débito tiver mais de 45 dias –, é indicado que a instituição de ensino busque outras alternativas para cobrança como escritórios de advocacia para notificação extra-judicial ou, então através de protesto de títulos.

Muitos endividados só pagam depois de a ação de cobrança bater na sua porta, seja por medo de penhora ou seja em função do grande aumento da dívida. “Percebo que parte expressiva dos devedores fazem composição de pagamento em audiência”, afirma o advogado.

Por fim, depois de seguir o passo a passo, o pagamento não acontecer, a busca para recuperação do crédito já será iniciada. Nesses casos, os advogados utilizarão uma grande quantidade de estratégias de localização de valores e bens para assegurar seu recebimento.

Enfim, como se pode observar, para o combate do endividamento, é preciso estabelecer uma boa política de cobrança, uma rigorosa avaliação de crédito, e cercar-se de profissionais que possibilitem suporte, fazendo com que o relacionamento da instituição de ensino e seus clientes temporariamente inadimplentes não seja desmoronado.

Fonte: Economia – iG @ http://economia.ig.com.br/2016-09-29/inadimplentes.html


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